29 de junho de 2016

Vamos?!


Exercícios com cavalos trazem melhoras para quem sofre de estresse, depressão e insônia


Um remédio natural contra doenças do mundo moderno. Essa é uma das formas de se ver a equoterapia, que pode ser traduzida como um método terapêutico que utiliza a equitação. Há 15 anos, a fisioterapeuta Letícia Junqueira trabalha com essa prática e há dois tem parceria com o Jockey Club de São Paulo.

Ela garante que a equoterapia abrange muito mais que pessoas com mobilidade reduzida. "Essa terapia pode auxiliar no tratamento de estresse, insônia, síndrome do pânico e distúrbios alimentares  (bulimia e anorexia), além de ajudar no aprendizado e no resgate da relação mãe e filho."  Junqueira acrescenta que o contato corporal com o animal melhora a independência, a autonomia, a autoestima e a autoconfiança.

A fisioterapeuta explica que quando a pessoa está em cima do cavalo, precisa se adaptar ao movimento do animal - de um lado para outro, para frente e para trás, para cima e para baixo. Com isso, há liberação das endorfinas, os antidepressivos naturais do organismo.

"Durante esse exercício, o praticante recebe de 1.800 a 2.200 estímulos cerebrais e ajustes tônicos que percorrem a coluna e chegam até o Sistema Nervoso Central. Os neurônios se unem, geram novas células nervosas e ajudam no equilíbrio dos níveis de noradrenalina e da serotonina, o hormônio da felicidade."

Evolução emocional

O médico Paulo Facciola Kertman, ortopedista pediátrico e do esporte, indica a prática da equoterapia a seus pacientes com paralisia cerebral. Segundo ele, há evolução no aspecto emocional, psicológico e da coordenação motora. "As mães relatam que as crianças ficam mais calmas. Além disso, melhora o equilíbrio do tronco, fazendo com que não caiam com tanta frequência", avalia ele que, durante muitos anos, atendeu na Santa Casa e na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

O médico diz que não há contraindicações para praticar a equoterapia, mas é necessário fazer uma avaliação prévia. "É preciso verificar as condições da coluna e dos quadris, partes bastante exigidas durante os exercícios com o cavalo", aconselha Kertman.

A neuropsicóloga Daniella Landucci, do Centro Paulista de Neuropsicologia (CNP), também recomenda a prática dos exercícios com cavalos a pessoas que tiveram sequelas físicas e cognitivas, em virtude de acidentes de carro ou moto.

"Dependendo da lesão, os acidentados não voltam a ter a mesma vida de antes. Percebi evolução rápida nos pacientes que praticam  a equoterapia, principalmente no controle do tronco, melhorando a qualidade de vida", constata Landucci.

Adaptação do animal

Não é qualquer cavalo que é utilizado na equoterapia.  Letícia Junqueira diz que o animal precisa passar por adaptação e treinamento de cerca de três meses. É necessário ter altura e idades ideais. "Se for muito novo só vai querer brincar e o mais velho não irá produzir muito", explica.

Chuva, que ajuda os pacientes de Junqueira, tem sete anos. A fisioterapeuta já está treinando outros cavalos para não sobrecarregar a égua. "Depois de cada sessão a deixamos solta para brincar um pouco. Não queremos que ela se estresse com seu trabalho", garante.
Prática vem da Grécia Antiga
Hipócrates (458 –370 a.C.), considerado o pai da medicina, já se referia à equitação na Grécia Antiga como sendo uma prática que ajudava na regeneração da saúde. Em seu livro "Das Dietas" ele afirmava que cavalgar melhorava o tônus muscular e também era indicado no tratamento de insônia.

A Primeira Guerra Mundial contribuiu para o desenvolvimento da Equoterapia. Muitos soldados feridos em combate utilizaram esse tratamento para se reabilitar.

No Brasil, a equoterapia foi introduzida em 1989, em Brasília. Na site da Associação Nacional de Equoterapia (Ande - http://www.equoterapia.org.br) é possível saber mais sobre o assunto, além de consultar locais, no país todo, onde essa terapia é praticada.

10 de junho de 2016

9 de junho de 2016

Na Equitação Terapêutica, cada músculo ou grupo muscular são ativados. Em apenas 1 minuto de terapia com o cavalo de baixa freqüência de passos (aproximadamente 56 passos por minuto), o cavalo proporciona ao praticante 246 ondulações tridimensionais, 738 correções posturais e a ativação de 1476 grupos musculares. Assim é a equoterapia!


7 de junho de 2016

Estudo revela que cavalos podem reconhecer as emoções humanas


Os cavalos podem reconhecer as diferentes expressões faciais humanas e distinguir emoções como a alegria e raiva, segundo revelou nesta quarta-feira um estudo da Universidade de Sussex.
No experimento, cujos resultados foram publicados na revista “Biology Letters”, os pesquisadores analisaram a reação de 28 cavalos após mostrar fotografias com o rosto de um homem que demonstrava tanto sentimentos positivos como negativos.
A co-diretora da pesquisa, Amy Smith, explicou que “o principal resultado foi descobrir que olhavam (os rostos raivosos) através do olho esquerdo”.
Como todos os cérebros de mamíferos, a informação que recebem por esta via ocular é transmitida ao hemisfério direito, que é o encarregado de processar os “estímulos negativos”.
Os cientistas também descobriram que o ritmo cardíaco destes animais aumentava de forma significativa quando ficavam expostos perante rostos de ira ou raiva.
Também descobriram que outras espécies, como os cachorros, contemplam as ações negativas por meio do olho esquerdo.
Como apontou Smith, os cavalos manifestavam uma “resposta mais forte perante expressões negativas do que positivas”, o que se deve à importância “de reconhecer possíveis ameaças em seu entorno”.
“Reconhecer caras de raiva se transforma em um sistema de alarme que permite aos cavalos se antecipar a comportamentos humanos negativos”, ressaltou a investigadora.
Para os cientistas, o reconhecimento das emoções das pessoas se encontra na domesticação, que teria permitido aos equinos se adaptar e interpretar a conduta de homens e mulheres.
Os pesquisadores apontaram que seus resultados demonstram o “impacto” que o comportamento humano tem sobre estes animais.