10 de junho de 2016

9 de junho de 2016

Na Equitação Terapêutica, cada músculo ou grupo muscular são ativados. Em apenas 1 minuto de terapia com o cavalo de baixa freqüência de passos (aproximadamente 56 passos por minuto), o cavalo proporciona ao praticante 246 ondulações tridimensionais, 738 correções posturais e a ativação de 1476 grupos musculares. Assim é a equoterapia!


7 de junho de 2016

Estudo revela que cavalos podem reconhecer as emoções humanas


Os cavalos podem reconhecer as diferentes expressões faciais humanas e distinguir emoções como a alegria e raiva, segundo revelou nesta quarta-feira um estudo da Universidade de Sussex.
No experimento, cujos resultados foram publicados na revista “Biology Letters”, os pesquisadores analisaram a reação de 28 cavalos após mostrar fotografias com o rosto de um homem que demonstrava tanto sentimentos positivos como negativos.
A co-diretora da pesquisa, Amy Smith, explicou que “o principal resultado foi descobrir que olhavam (os rostos raivosos) através do olho esquerdo”.
Como todos os cérebros de mamíferos, a informação que recebem por esta via ocular é transmitida ao hemisfério direito, que é o encarregado de processar os “estímulos negativos”.
Os cientistas também descobriram que o ritmo cardíaco destes animais aumentava de forma significativa quando ficavam expostos perante rostos de ira ou raiva.
Também descobriram que outras espécies, como os cachorros, contemplam as ações negativas por meio do olho esquerdo.
Como apontou Smith, os cavalos manifestavam uma “resposta mais forte perante expressões negativas do que positivas”, o que se deve à importância “de reconhecer possíveis ameaças em seu entorno”.
“Reconhecer caras de raiva se transforma em um sistema de alarme que permite aos cavalos se antecipar a comportamentos humanos negativos”, ressaltou a investigadora.
Para os cientistas, o reconhecimento das emoções das pessoas se encontra na domesticação, que teria permitido aos equinos se adaptar e interpretar a conduta de homens e mulheres.
Os pesquisadores apontaram que seus resultados demonstram o “impacto” que o comportamento humano tem sobre estes animais.

31 de maio de 2016

AMPLITUDE E FREQUENCIA DO PASSO EQUOTERAPIA EQUITAÇÃO ESPECIAL


O passo, por suas características é a andadura básica usada na Equoterapia, se caracteriza por: uma andadura rolada ou marchada (sempre existe um ou mais membros em contato com o solo, não possuindo tempo de suspensão); andadura ritmada (cadenciada, a quatro tempos, isto é, ela se produz sempre no mesmo ritmo e na mesma cadência, que entre o elevar e o pousar de um membro se ouvem quatro batidas distintas, nítidas e compassadas, que correspondem ao pousar dos membros do animal); uma andadura simétrica (todos os movimentos produzidos de um lado do animal, se reproduzem de forma igual e simétrica do outro lado, em relação ao seu eixo longitudinal); a andadura mais lenta (em conseqüência as reações que por ela se produz são mais lentas, mais fracas, resultando em menores reações sobre o cavaleiro e mais duradouras).
O passo caracteriza-se pelo deslocamento dos membros e uma passada traduz-se pelo deslocar de um único membro. A freqüência está em função do comprimento do passo e da velocidade da andadura. Analisando o deslocamento de um cavalo passo a passo, ao final do primeiro minuto, será possível obter quantas passadas foram realizadas, que podem variar de 48 a 70. O cavalo é considerado de freqüência baixa se sua media de passadas for igual ou inferior a 56 passos por minuto. E alta, se for superior a 56 passos por minuto. O ritmo do passo apresenta, em média uma freqüência de 1 a 1,25 movimentos por segundos que leva ao praticante a realizar de 1800 a 2250 ajuste tônicos em trinta minutos de sessão.

Os tipos de amplitude de passada do cavalo são classificados em: transpistar (o cavalo apresenta um comprimento de passo longo quando sua pegada ultrapassa a marca da pegada anterior); sobrepistar (o cavalo possui uma amplitude média, quando sua pegada coincide com a marca da pegada anterior); e antepistar (o cavalo apresenta um comprimento de passo curto quando sua pegada antecede a marca da pegada anterior).

São reconhecidos os seguintes passos: Passo Reunido, Passo Médio, Passo Alongado e Passo Livre. Devendo sempre haver uma nítida diferença na atitude e no transpistamento, nestas variações.

O passo 

é uma andadura marchada a quatro tempos bem marcados com intervalos iguais entre cada batida. Esta regularidade combinada com total descontração deve ser mantida durante todos os movimentos ao passo. 2. Quando o anterior e o posterior de um mesmo lado se moverem quase ao mesmo tempo, o passo tenderá a tornar-se um movimento quase lateral. Esta irregularidade, que pode tornar-se um movimento denominado “amble”, é uma séria deturpação da andadura. 3. São reconhecidos os seguintes passos: Passo Reunido, Passo Médio, Passo Alongado e Passo Livre. Deverá sempre haver uma nítida diferença na atitude e no transpistamento, nestas variações. 

Passo Reunido 
O cavalo, conservando-se "na mão", move-se resolutamente para frente com seu pescoço sustentado e arredondado e, demonstrando uma nítida auto- sustentação.
A cabeça aproxima-se da posição vertical, devendo ser mantido leve contato com a boca. Os posteriores engajam-se sob a massa com uma boa ação dos jarretes. A andadura deverá manter-se marchada e enérgica, com uma sucessão regular do pousar dos membros.
Cada passada cobrirá menos terreno e será mais elevada que no passo médio porque as articulações se dobram com mais intensidade. O passo reunido é mais curto que o passo médio, embora mostrando mais atividade. O cavalo antepista-se ou quando muito sobrepista-se.
Passo Médio
É um passo claro, regular e fácil, com um alongamento médio. O cavalo conservando-se "na mão” marcha energeticamente, porém descontraído, num passo igual e determinado, os posteriores apoiando-se no solo à frente das marcas dos anteriores (ou sobrepista) 0 cavaleiro conserva um contato leve, macio e constante com a boca de seu cavalo, permitindo o movimento natural da cabeça e do pescoço.
Passo Alongado
O cavalo cobre o máximo de terreno possível, sem precipitação e sem perder a regularidade de suas batidas. Os posteriores pousam nitidamente à frente das marcas dos anteriores. O cavaleiro permite que o cavalo alongue seu pescoço e avance sua cabeça (para frente e para baixo) sem, todavia, perder o contato com a boca e o controle da nuca. O chanfro deve estar nitidamente à frente da vertical.
Passo Livre
O passo livre é um andamento de repouso no qual se deixa ao cavalo inteira liberdade para baixar a cabeça e estender o pescoço. Quando o pescoço alonga para frente e para baixo, a boca deverá atingir mais ou menos a linha horizontal correspondente às espáduas. Um contato consistente e elástico com as mãos do cavaleiro deve ser mantido. A andadura deve manter seu ritmo e o cavalo deve permanecer leve nas espáduas, com os posteriores bem engajados.

FONTE :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HIPISMO (REGULAMENTO DE ADESTRAMENTO 2011)


A FISIOTERAPIA QUE LIBERTA

EM CIMA DO CAVALO, PESSOAS com NECESSIDADES ESPECIAIS GANHAM AUTO-CONFIANÇA E SAÚDE


"Há cinco meses Manu pratica equoterapia no Haras da Brisa. Segundo sua mãe, Lauristela Guimarães, ela havia praticado essa modalidade de fisioterapia quando era menor, há cerca de dez anos, mas sempre foi muito difícil encontrar lugares em Cuiabá: “Eu descobri o haras aqui e foi o melhor presente que ela poderia ter recebido”, afirma.
A garota obteve melhoras no equilíbrio, na auto-estima e adquiriu vontade própria: “Teve um dia que ela chegou aqui, subiu no cavalo sozinha e surpreendeu a todos. Era meio dia, aquele sol de rachar, e no meio do caminho eu achei que ela ia desistir, mas ela foi até o fim”, conta Lauristela, orgulhosa. Hoje, já familiar com os cavalos, Manu cavalga mais de uma hora sem parar e, se cair, levanta o mais rápido possível para que sua mãe não perceba, e continua seu caminho.
A equoterapia é uma técnica extremamente antiga. Apesar de ainda não ainda não ter este nome, e de os estudos não terem descoberto todas as suas funções na época, ela existe desde a Grécia Antiga. “Hipócrates receitava para os gregos que andassem a cavalo para melhorar a coordenação”, conta Edson Andrade, dono o Haras da Brisa, onde Manu pratica a terapia.
Sua filha, Gabrielle Andrade, explica ainda que a prática é eficiente porque ao andar a cavalo, a pessoa tem que ajustar seus músculos para que se movimentem simultaneamente aos do animal. Desta forma, o passo do cavalo faz com que o paciente movimente a pélvis, além de fazer movimentos com o quadril na horizontal e na vertical. “A cada 30 minutos, a pessoa repete esses movimentos 1800 vezes”, explica a Gabrielle, que também é bióloga. “Quando um paciente especial ficaria parado movimentando 1800 vezes um músculo, se não fosse em cima de um cavalo?”, indaga.
Com esta repetição de movimentos, a fisioterapia em cima do cavalo traz resultados mais rápidos e, acima de tudo, de forma divertida para o paciente. O Haras da Brisa recebe, todas as segundas-feiras, um grupo de crianças da APAE de Chapada dos Guimarães e oferece os trabalhos de equoterapia de forma gratuita. Eles tem ajuda da Prefeitura da cidade com o transporte e apoio do Senar e do Sindicato Rural para pagar a fisioterapeuta que acompanha os tratamentos, mas grande parte do trabalho é feito de forma filantrópica pela família.
“Eu já vi crianças da APAE que não andavam e, depois do tratamento, começaram a andar porque o quadril encaixou no lugar certinho”, conta Gabrielle. Para ela, os resultados são nítidos também na autoconfiança do paciente: “A criança vem aqui, beija, abraça o cavalo, passa a mão. É lindo de se ver. E em cima do cavalo todo mundo é igual, não tem diferença”.
No último dia 5 de dezembro, o Haras da Brisa realizou uma cavalgada especial para crianças da Associação de Amigos do Autista de Cuiabá. Cerca de 13 famílias participaram, e um total de 40 pessoas passearam a cavalo pelas trilhas de Chapada. O evento foi feito de forma filantrópica com o objetivo de socializar os autistas e, segundo Gabrielle, o resultado foi surpreendente.
A ideia, agora, é criar um projeto social para que essas crianças passem a frequentar o haras regularmente, assim como as crianças da APAE. À princípio, seriam feitas essas cavalgadas à lazer, pois o processo da equoterapia é um pouco mais complicado: “São 30 minutos no máximo de terapia e precisa de um fisioterapeuta acompanhando, o que já é um gasto a mais”. Além do médico responsável, a família Andrade gasta por mês, apenas com a compra de feno para os animais, mais de cinco mil reais.
Como o custo não é barato, para se manter e atender cada vez mais crianças (seja autistas, da APAE ou crianças carentes em geral), o Haras da Brisa busca ajuda por meio do apadrinhamento de cavalos. Cada pessoa que se disponibiliza a apadrinhar um animal, paga para mantê-lo por mês e, desta forma, garante a equoterapia de seis pacientes no total. Lauristela – a mãe de Manu – é uma das madrinhas. Além de sua filha, ela disponibiliza o cavalo para tratar mais cinco crianças especiais.
Para ela, a certeza de que esses pacientes vão evoluir tanto quanto sua filha já vale a pena: “A Manu começou cavalgando dentro do haras e agora já faz trilhas. Até o aniversário dela ela comemorou embaixo de uma árvore aqui e o primeiro pedaço de bolo ela ofereceu pra égua. Ela faz questão de colocar a calça de montaria, a bota e o capacete, porque ela já veio aqui e viu outras meninas da idade dela, que não tem deficiência, vestidas assim. Ou seja, aqui ela se sente igual aos outros”.
Vendo Manu cavalgar ao longe, junto com a fila indiana que segue para a mata, realmente não se nota diferença. A não ser sua habilidade – que é bem maior do que a dos turistas que se aventuram pelas primeiras vezes."