22 de julho de 2011

Equoterapia e o Autista


Autismo
De acordo com o DSM-IV (2003), o distúrbio autista ou o autismo pré-infantil é um distúrbio de desenvolvimento permeado, definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometido, que se manifesta antes da idade de três anos e por um tipo característico de funcionamento anormal em três áreas: interação social, comunicação e comportamento repetitivo e restrito. Sua ocorrência é de 4 a 5 para 10.000, e é preponderante em indvíduos do sexo masculino (3:1 ou 4:1), derivando de um vasto leque de condições pré, peri e pósnatais. De acordo com Scwartzman (1995, p. 17), o autismo de infantil “é uma síndrome caracterizada por mudanças presentes desde idades razoavelmente tenras e sempre se manifesta por desvios nas áreas do relacionamento interpessoal, linguagem/comunicação e comportamento”.

Equoterapia e Autismo
O desenvolvimento da função motora através da equoterapia é muito significativo em autistas e pode ter impacto imediato nos hábitos de independência, sugerindo a necessidade de um trabalho intensivo como meio de ter impacto sobre os aspectos afetivo, cognitivo e também social (FREIRE, 1999).
Este recurso terapêutico pode melhorar as relações sociais de crianças autistas com o favorecimento de uma melhor percepção do mundo externo e adequação nos ajustes tônico posturais (FREIRE, 2003).
De acordo com Roberts (2002), há semelhanças entre comportamentos autistas e algumas atitudes do cavalo. Barulhos fortes, mudanças na rotina e ambientes desconhecidos causam insegurança em ambos, e grande parte da comunicação que eles estabelecem depende de linguagem corporal.
Eles toleram uma quantidade restrita de contatos físicos, que nunca ocorrem por imposição.
De acordo com este autor, a capacidade instintiva do cavalo de perceber as intenções do cavaleiro leva o animal a acalmar-se quando montado por um autista. O contato com animais pode gerar troca de expectativas e de representação de regras sociais, quando usado em terapias (WILSON & TURNER, 1998).

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