12 de julho de 2011

Histórico da Equoterapia



O uso do cavalo como forma de terapia data desde 458-370 a.C quando Hipócrates aconselhava o uso do cavalo para “regenerar a saúde e preservar o corpo humano de muitas doenças, mas sobretudo para o tratamento da insônia” de seus pacientes. Afirmava ainda que a equitação praticada ao ar livre faz com que os músculos melhorem seu tônus.”

O médico grego Asclepíades, da Prússia (124-40 a.C.) recomendava o movimento do cavalo para pacientes caquéticos, gotosos, hipódricos, epiléticos, paralíticos, latergicos, frenéticos e também para os acometidos de febre de terçã.
Cesare Borgia (início do século XIV) afirmava que “aquele que deseja conservar uma boa forma física, deverá cavalgar”.
Thomas Syndehan (1624-1689) capitão da cavalaria durante a guerra civil, aconselhava a equitação como sendo um tratamento ideal ate para a tuberculose, cólicas biliares e flatulência, chegando a colocar seus próprios cavalos a disposição de pacientes pobres, pois afirmava que  “a melhor coisa que eu conheço para fortificar e reanimar o sangue e a mente é  montar diariamente e fazer longos passeios ao ar livre”.
George E. Stahl (1660-1734) diz que as fibras musculares tornam-se menos excitáveis, praticando-se esse esporte, razão pela qual diminuíam os episódios de hipocondria e de histeria.
Gustavo Zander (sueco) fisiatra em Mecanoterapia, foi o primeiro a afirmar que a vibrações transmitidas ao cérebro com 180 oscilações por minuto estimulam o sistema nervoso simpático. Isso ele comprovou, mas sem associar ao cavalo.
Dr Rjeder (suíço) quase 100 anos depois, o médico e professor, chefe da universidade neurológica da Universidade Martin Luther, da Alemanha, mediu essas vibrações e verificou que correspondiam exatamente aos valores que Zander havia recomendado sobre o dorso do cavalo ao passo ou ao trote.
Em 1901 foi fundado o primeiro hospital ortopédico do mundo, em função da guerra dos Boers na África do Sul, onde os números de feridos era mto grande. Uma dama inglesa, patronesse daquele hospital, resolveu levar seus cavalos para o hospital, a fim de quebrar a monotonia do tratamento dos mutilados. Esse é o primeiro registro de uma atividade eqüestre ligada a um hospital.
Também com a idéia fundamental de lazer e quebra de monotonia do tratamento, em 1917, foi fundado o primeiro grupo de Equoterapia, para atender o grande numero de feridos da 1º Guerra Mundial.
A praticante de equitação Liz Hartel (Dinamarca) foi acometida aos 16 anos por uma forma grave de poliomielite, a ponto de durante muito tempo não ter possibilidade de deslocamento, a não ser de cadeira de rodas e depois, muletas. Mesmo assim, contrariando a todos, continuou a praticar equitação. 8 anos depois, nas Olimpíadas de 1952, foi premiada com a medalha de prata em adestramento, competindo com os melhores cavaleiros do mundo. E o publico só percebeu seu estado quando ela teve de apear do cavalo para subir ao pódio e teve de se valer de duas bengalas canadenses. Essa façanha foi repetida 4 anos depois, nas Olimpíadas em 1956. A partir desse feito, esse exemplo de autoterapia despertou a classe medica empírica, que passou a interessar pelo programa de atividade eqüestre como meio terapêutico, tanto que, em 1954, já na Noruega, apareci a primeira equipe interdisciplinar formada por uma fisioterapeuta e o seu noivo que era psicólogo e instrutor de equitação.
Em 1965, a Equoterapia tona-se uma matéria didática
Em 1969 teve o primeiro trabalho cientifico de Equoterapia no Centro Hospitalar Universitário em Paris.
Em 1972 foi feita a primeira tese de Doutorado em medicina em reeducação eqüestre, na Universidade de Paris
Na França a Equoterapia recebeu duas denominações: “Equotherapie” e “Equitation Therapeutic”
Na Itália ela é reconhecida como Terapia por meio do Cavalo (MTC) e também Reeducação Eqüestre. Lá possui 50 centros de Equoterapia, com ais de 1.000 crianças e adolescentes em tratamento.
No Brasil, em 1989, quando foi criada a ANDE BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia) o tratamento tomou impulso.
Em 1990 foi realizado a primeira sessão de equoterapia no centro d ANDE-BRASIL, com pacientes e o apoio dos profissionais de saúde do Hospital do parelho Locomotor – SARAH.
Em 1991, ocorreu o 10º encontro nacional de equoterapia, com o apoio da Coordenadoria (CORDE)
A Equoterapia foi reconhecida no Brasil como método terapêutico em 1997 pelo conselho federal de medicina.

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