12 de julho de 2011

Movimento Cinesioterapêutico do Cavalo



         O passo, por suas características, é a andadura básico da equitação e é nesse andadura que executamos a grande maioria dos trabalhos da equoterapia.
O cavalo nunca está totalmente parado. A troca de apoio das patas, o deslocamento da cabeça ao olhar para os lados, as flexões da coluna, o abaixar e o alongar o pescoço etc, impõe ao praticante da equoterapia um ajuste no seu comportamento muscular, o ajuste tônico, a fim de responder aos desequilíbrios provocados por esses movimentos.
No decorrer do passo, o cavalo desloca o pescoço para baixo e para cima. A base do pescoço, onde se apóia a sela, descreve um movimento de baixo para cima, movendo-se alternadamente a esquerda, quando o cavalo desloca o membro anterior esquerdo, e à direita, quando se faz com o membro anterior direito.
Sendo assim o praticante sofre três forças distintas sobre o cavalo: uma força de cima para baixo (plane vertical), uma força lateral alternada (plano horizontal/ eixo transversal) e uma força sobre o plano póstero-anterior (plano horizontal/ eixo longitudinal). A junção dessas três formas, determinada de movimento tridimensional, proporciona ao praticante uma adaptação ao ritmo do passo do cavalo, exigindo contração e descontração simultâneas dos músculos agonistas e antagonistas, determinando um ajuste tônico da musculatura pela manutenção da postura e do equilíbrio.
            O deslocamento da cintura pélvica produz vibrações nas regiões ósteo-articulares que são transmitidas ao cérebro, via medula, com a freqüência de 180 oscilações por minuto, o que já foi apontado como sendo a mais adequada.
       Cada passo completo do cavalo apresenta padrões semelhantes aos do caminhar humano: o homem ao se deslocar, inicia seu movimento por meio de perdas e retomadas de equilíbrio e dá sequencia ao seu deslocamento pela força muscular de seus membros inferiores.

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