6 de julho de 2011

O Cavalo e a Equoterapia


O cavalo já foi utilizado como meio de conquista (nas guerras), de transporte, de trabalho, de veneração e de crença, na mitologia, na fabricação de soro e vacina, no lazer e no esporte.
A convivência entre o homem e o animal possibilitou uma integração e um entendimento que tornaram o cavalo muito apegado ao seu dono. Animal dócil, de porte e de força, deixa-se montar, manusear e se transforma em amigo do homem, criando com ele relacionamento afetivo importante, sendo personagem em sua vida e ponto de contato sedutor com o mundo que o rodeia.
O cavalo e o homem estabelecem relação harmoniosa e conseguem atuar juntos. O código usado nessa relação é o da afetividade, estabelecida graças a confiança recíproca.
O cavalo é um mamífero, herbívoro, não agressivo. É um quadrúpede com locomoção similar ao humano. É um animal que vive em manada, o que lhe dá segurança e permite relacionamento afetivo. Apresenta o sistema límbico bem desenvolvido, com córtex proporcionalmente pequeno com capacidade de raciocínio somente associativo, não causal. Sua visão é imprecisa, pois enxerga movimentos bruscos como sinais de perigo. É um animal de fácil domesticação, pois apresenta características juvenis, permitindo o aprendizado. Há comunicação mediante sons e linguagem corporal.
O cavalo está presente na equoterapia, onde é imprescindível. Atualmente é dado ao cavalo o grande destaque como agente de reabilitação e educação. Só ele pode proporcionar às pessoas com necessidades especiais, através de seu movimento tridimensional, as condições para uma reabilitação. Só o cavalo pode transmitir ao cavaleiro uma sensação de segurança, pelo calor de seu corpo e das batidas de seu coração.
Não existe uma raça própria para a equoterapia e muito menos um cavalo ideal, pois as especificações do cavalo para a equoterapia não são encontradas na leitura específica. Algumas características básicas, porém , deverão ser levadas em consideração, quanto a sua escolha.
Há três fases distintas na vida do cavalo: idade jovem, idade adulta e idade do declínio. A escolha normalmente se dá pelo animal com idade acima dos 10 anos (idade adulta), por ser um animal mais manso, mais dócil e menos inquieto, e que por isso pode ser montado com maior tranqüilidade.
Deverá ser treinado para ser montado pelo lado direito e esquerdo, uma vez que os pacientes pode apresentar deformidades em um hemicorpo, por exemplo. Deve também, ser treinado para o uso de brinquedos e objetos, de modo que não se assuste com eles.
Não há diferença entre égua e cavalo, mas caso seja um cavalo, deverá ser castrado e caso seja uma égua é necessário um alerta quanto ao período critico do cio, para não dificultar sua agilidade e a montaria pelo praticante, fazendo com que ele fique coma as pernas muito abertas sobre o animal, dificultando assim o tratamento. O animal não poderá ser gordo, mas deverá ter uma massa corporal necessária para carregar duas pessoas.
A prática demonstra que os cavalos mais adequados para a equoterapia são aqueles de estatura baixa. A altura do cavalo deverá ser, no máximo, de um metro e meio, medindo-se do chão a cernelha do animal, a fim de não cansar o terapeuta.
O cavalo deve estar equilibrado para que o praticante fique mais perto do centro de gravidade do cavalo e seu corpo fique como se estivesse em pé, com ombros e calcanhares em linha reta. Com um cavalo desequilibrado isso não é possível, pois há uma alteração na posição do seu centro de gravidade. O cavalo deve ter andaduras regulares, porque é nelas que se produzem os movimentos úteis para a recuperação do praticante.

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