25 de agosto de 2011

27 de agosto - Dia do Psicólogo


No dia 27 de agosto comemora-se no Brasil, o dia do profissional da Psicologia, nesse mesmo dia comemoramos 49 anos de regulamentação da profissão. A Psicologia já cresceu muito durante esses anos, mas ainda há muito o que ser alcançado! São vários os campos de atuação do Psicólogo e um deles é o da Equoterapia! Uma das atribuições do Psicólogo na Equoterapia é fazer o trabalho de aproximação do praticante ao cavalo e ao ambiente onde ocorrerão as sessões. Sendo necessário que essa aproximação ocorra de forma gradual, num ambiente confiável e acolhedor.
Cavalgar num animal dócil, porém de porte avantajado, leva o praticante a experimentar sentimentos de liberdade, independência e capacidade, que são importantíssimos para a aquisição de autoconfiança, realização e auto-estima.
A interação entre o praticante, o cavalo e os profissionais envolvidos também é essencial para o resultado positivo da Equoterapia, uma vez que essa prática favorece uma sociabilidade sadia.
O Psicólogo tem várias atribuições no âmbito da Equoterapia, desde o acompanhamento do praticante, bem como de seus familiares ao favorecimento do inter-relacionamento da equipe multidisciplinar. Respeitando e identificando as limitações e potencialidades do praticante, junto com o mesmo.
Numa sessão de Equoterapia, as influências psicológicas ocorrem desde a chegada do praticante até sua separação do cavalo.
Nesta progressão buscam-se, seqüencialmente, as seguintes fases: 
Aproximação: confronto do praticante com o cavalo; deve ser progressiva, paciente e não forçada, com o mediador facilitando o processo. Explora-se a capacidade do praticante de vencer o medo do desconhecido e/ou possível indiferença; Descoberta: exploração do cavalo pelo praticante, despertando seu interesse. Se faz importante o contato físico com o cavalo para explorá-lo através dos sentidos. Inicia-se a formação do vínculo entre praticante e cavalo; Educativa: ocorre uma consciência de que o cavalo não é apenas um objeto, mas sim um ser vivente, com sua própria sensibilidade e próprias reações. Será desenvolvida essencialmente com o cavalo ao passo, oferecendo o máximo de informações sensitivas e psicomotoras, estreitando os laços do conjunto praticante/cavalo. A verbalização nesta fase é primordial por parte do terapeuta, bem como sua disponibilidade de atenção; Ruptura: o momento de ruptura entre o cavalo e o praticante necessita de atenção especial por parte do terapeuta, a fim de que seja sempre positiva. O praticante deverá “assumir” a separação de seu amigo cavalo. Para isto, pode acompanhá-lo até a baia, retirar o arreiamento, alimentá-lo, acariciá-lo, etc.
Durante o processo equoterápico vários comportamentos e sentimentos são “desencadeados”, o terapeuta irá trabalhar tais comportamentos utilizando o cavalo como agente facilitador.

Parabéns a todos os Psicólogos, que tem a missão tão linda de cuidar do ser humano!

Alyne Claudino - Psicóloga do Mundo Equo

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