23 de agosto de 2011

Disfunção Neuromotora


Paralisia Cerebral é uma deficiência motora de origem cerebral. Isso significa que o cérebro não consegue comandar os músculos com precisão. Ao contrário do que o nome possa sugerir o cérebro de uma pessoa com Paralisia Cerebral não é paralisado. A expressão foi praticamente cunhada por Freud, em 1897, dando a entender que o paciente acometido por ela ficaria imobilizado, fato este que ocorre somente com uma parcela dos pacientes, em virtude da gravidade da lesão.  Por isso então, hoje leva o nome de Disfunção Neuromotora que foi descrita pela primeira vez pelo Dr. William Little, que na ocasião relacionou esse distúrbio com a hipóxia perinatal, apontando os traumas de parto como fatores dominantes às lesões irreversíveis do Sistema Nervoso Central. Como não havia fisioterapia no século XIX, pode-se concluir a razão da expressão Paralisia Cerebral. Em virtude de uma má aplicação verbal na identificação dessa manifestação clínica, especialistas tem adotado o termo Disfunção Neuromotora, procurando evitar a interpretação de que esse cérebro não esteja apto a reorganizações estruturais e/ou funcionais. (Medeiros 2008)
Disfunção Neuromotora é atualmente definida como uma desordem da postura e do movimento, causando limitações nas atividades funcionais, sendo estas atribuídas a um distúrbio não-progressivo do cérebro, que ocorre durante o desenvolvimento fetal ou infantil. As desordens da Disfunção Neuromotora são muitas vezes acompanhadas por distúrbios da sansão, cognição, comunicação, percepção e/ou comportamento. (Medeiros 2008)

Apenas, em algum momento, antes, durante ou após o parto, enquanto o cérebro ainda estava em formação, houve algum problema que lesionou as células cerebrais responsáveis pelos movimentos e equilíbrio do corpo. Dependendo do tamanho e local da lesão também pode haver deficiência visual, auditiva ou intelectual, associada (s). 

Pessoas com a Disfunção Neuromotora geralmente tem a capacidade intelectual preservada e compreende tudo o que acontece ao seu redor, apesar de muitas delas não conseguirem expressar essa capacidade devido às limitações motoras. Há vários graus de DN. Desde o mais leve ao mais grave. Uma pessoa com DN pode ser bem diferente de outra com a mesma deficiência. Algumas não andam, ou andam com dificuldade. Outras não falam, ou falam com dificuldade. Muitas delas têm problemas de coordenação para pegarem ou manipularem objetos.

Parte das pessoas com DN tem convulsões em alguma época da sua vida ou durante toda ela. Essas convulsões são controladas por remédio (os). Diferentes e iguais - Apesar das diferenças, há várias características que igualam as pessoas com DN às pessoas comuns. Por exemplo, elas querem estar na vida e desfrutar de todas as coisas que esse mundo pode oferecer: amor, estudo, trabalho, lazer, cultura etc. Aliás, elas não só querem como têm esse direito. Cidadania - Há várias leis que asseguram os direitos de cidadão das pessoas com DN e com os outros tipos de deficiência. TODAS, assim como as pessoas comuns, têm direito à escolaridade, ao trabalho e à acessibilidade, seja qual for à circunstância ou lugar. Inclusão ampla, geral e irrestrita.

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