16 de agosto de 2011

Equoterapia na Terceira Idade


A prática da equoterapia proporcionará aos seus praticantes diversos benefícios ao realizar atividades que vão estimular áreas cerebrais que podem estar menos utilizadas devido à sua condição atual, que pode ser caracterizada por algum tipo de deficiência permanente ou temporária.

O cavalo é um animal que traz uma grande carga simbólica, pois sua imagem vem sempre associada à força, beleza, conquistas e status. Por ser um animal que traz consigo todo esta simbologia, isto contribui para uma melhor autoconfiança e auto-estima do praticante. A atividade equoterápica tem por objetivo a promoção da saúde e da qualidade de vida dos seus praticantes.

Com o idoso não é diferente; além desses ganhos ela vai auxiliá-lo a compreender as mudanças do seu corpo devido à sua idade, prevenir alguns males, preocupando-se em dar-lhe maior nível de autonomia possível.
“Envelhecer satisfatoriamente depende, pois, do delicado equilíbrio entre as limitações e as potencialidades do indivíduo, o qual lhe possibilitará lidar com diferentes graus de eficácia, com as perdas inevitáveis do envelhecimento” (NERI, 1995).
“A satisfação da velhice depende da manutenção ou restauração do bem-estar subjetivo neste momento peculiar do desenvolvimento, quando o indivíduo está naturalmente mais susceptível a crises biológicas, psicológicas e sociais” (NERI, 2006).
A equoterapia vai potencializar as capacidades preservadas no idoso, além de estimular suas habilidades pessoais. Esta prática pode minimizar danos naturais do envelhecimento e danos patológicos, promovendo assim um envelhecimento saudável e mais ativo do ponto de vista biopsicossocial.
O praticante da terceira idade, saudável ou com comprometimentos decorrentes do processo de envelhecimento e de outras patologias, a prática da equoterapia pode proporcionar benefícios psicomotores, sociais e psicológicos em pessoas de diferentes faixas etárias e com diferentes necessidades. Alguns destes benefícios podem ser mais observados em idosos cujos comprometimentos são devido à idade, enquanto que outros ganhos podem ser observados em idosos acometidos por patologias que podem ser incapacitantes.
Benefícios para o idoso cujo declínio natural de seu organismo acarreta pequenas limitações em suas atividades cotidianas: melhora do equilíbrio, da coordenação motora, da postura; adequação do tônus muscular; ajuste tônico; alinhamento corporal; alongamento e flexibilidade muscular; dissociação de movimentos; melhora na respiração e na circulação; aumento da força muscular; estabelecer laços de amizade entre os praticantes; proporcionar respeito e amor pelos animais; promoção da autoconfiança e da auto-estima; melhora do bem-estar e qualidade de vida; estímulo ao interesse pelo mundo exterior; aumento do grau de iniciativa e do autocontrole; melhoras no aspecto sócio afetivo que influenciam nas relações familiares; maior motivação.
Além dos fatores anteriores que podem beneficiar qualquer idoso, a equoterapia pode proporcionar alguns benefícios para pessoas que passam por um processo de envelhecimento patológico. Podemos citar: diminuição da agitação psicomotora; aprimoramento das funções cognitivas; promoção da fala e da linguagem; melhoria do apetite, digestão e deglutição; ganhos obtidos para as atividades de vida diária; organização espacial; diminuição da agressividade; gerar independência para uma melhor interação social; melhorar a percepção do praticante sobre ele e o mundo a sua volta; benefícios na aprendizagem; melhora nos aspectos comportamentais gerais.
Cabe à equipe avaliar a necessidade de cada praticante e desenvolver um trabalho individualizado e mais apropriado para as necessidades de cada um. A realização desta atividade possui algumas contra indicações, por isso uma boa avaliação médica e da equipe interdisciplinar da equoterapia se fazem necessárias para se obter os melhores resultados e sem prejudicar o estado geral do praticante.
A partir de certa idade o organismo tende a se decair. Naturalmente as pessoas na terceira idade vão se deparar com certas dificuldades que surgirão naturalmente devido ao processo de envelhecimento, como, por exemplo, a perda do equilíbrio que pode resultar em risco de quedas; declínio sensorial, como perda da visão, audição, olfato e tato, eventos que vão interferir negativamente no desempenho de atividades cotidianas do idoso. Isso vai interferir negativamente na sua qualidade de vida.
“A equoterapia vai atuar com um programa de exercícios, seguido de periódicas avaliações com o propósito de melhorar a qualidade de vida da terceira idade, principalmente ao idoso que adquiriu algum tipo de seqüela neurológica, mostrando-lhe que é possível conviver com as limitações adquiridas.” (REIS, 2002).
As atividades que podem ser planejadas para a terceira idade devem ter por objetivos medidas preventivas, restauradoras e reabilitativas que visam proporcionar qualidade de vida. Na equoterapia, para atender a pacientes idosos, devem ser adaptados materiais combinados à sua condição, tomando-se o cuidado para não se infantilizarem as atividades, tendo-se um atendimento maduro e coerente ao seu grau de compreensão.
Considerando que a queda é um evento que modifica substancialmente a qualidade de vida do idoso e que a expectativa de vida da população em geral tem aumentado significativamente, fazendo com que a porcentagem de população idosa aumente a cada ano, condutas terapêuticas gerais voltadas ao idoso e especialmente aquelas que visem à prevenção da queda pela melhora da estabilidade postural culminarão na melhoria da qualidade de vida desta parcela da população. Sendo assim, a equoterapia parece ser um recurso terapêutico eficaz na melhora do equilíbrio de indivíduos da terceira idade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário