3 de outubro de 2011

A Equoterapia


Dentre as várias patologias que podem ser tratadas através da equoterapia o trabalho psicomotor encontra, nesta forma de terapia, um excelente campo de atuação, onde reúne o trabalho de uma equipe interdisciplinar, o contato com o animal e a interação do meio físico e social.
Pela terapia psicomotora encontramos subsídios para a aquisição ou desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico através de atividades e exercícios apropriados. Os mesmos podem ser levados à equoterapia facilitando o processo e alcançando de forma significativa os objetivos esperados. Os estímulos produzidos pelos movimentos do cavalo possuem um potencial cinesioterapêutico.
Segundo Lermontov (2004:17) “Os exercícios psicomotores não tem um fim em si mesmos, mas são um meio para atingir a integração do sujeito no meio físico e social, trabalhando a relação que se estabelece entre a consciência deste e o mundo que o cerca”.
A equoterapia é muito mais que significativas conquistas; o cavalo dispõe o seu dorso para proporcionar uma total imersão num mundo de magia, de momentos lúdicos e prazerosos, capaz de conquistar a auto-estima e de poder transformar pessoas portadoras de necessidades especiais em verdadeiros super-heróis que lutam para conquistar seu espaço no mundo.
Cada praticante possui suas necessidades específicas fazendo com que ao se organizar um programa de atendimento este deverá ser específico para se obter os resultados esperados e atingir os objetivos do tratamento.
Deutsches Kuratorium (1986) foi o primeiro a criar os programas básicos da equoterapia, sendo que a equipe interdisciplinar de equoterapia ao desenvolver o programa apropriado à necessidade do praticante deve trabalhar sempre em conjunto dando ênfase a área profissional que se pretende trabalhar. A equipe interdisciplinar de equoterapia pode ser formada por profissionais das áreas da saúde, educação e da equitação. Existe também a necessidade de se ter um médico responsável dando respaldo à equipe indicando ou contra-indicando o tratamento.
“O componente rotacional ajuda a adequar o tônus muscular do praticante e também a implementar as reações de equilíbrio de modo mais refinado, essenciais para atividades funcionais normais” (Nolt Jr. et. al, 1996).
Ao passo o cavalo está o tempo todo desequilibrando o praticante que busca o seu ponto de equilíbrio. Provoca, também no praticante, uma constante contração e relaxação dos músculos fortalecendo-os. Transmitem impulsos ritmados para os músculos das pernas e do tronco. Mesmo quando o cavalo está ao passo ele realiza outros movimentos, como alongar o pescoço, virar a cabeça para um lado e outro e até quando pára provoca no praticante uma readequação muscular para conseguir equilibrar-se.
Posicionando o praticante em diversas posições sobre o cavalo conseguimos trabalhar diferentes grupos musculares atingindo músculos profundos que normalmente não se consegue em terapias convencionais.
O ritmo do passo tem uma freqüência de um a um e vinte e cinco movimentos por segundo, fazendo com que o cavaleiro realize um mil e oitocentos a dois mil e duzentos e cinqüenta ajustes tônicos em trinta minutos de sessão.
Os movimentos causados na pelve do praticante geram impulsos transmitidos ao seu cérebro numa freqüência de 180 oscilações por minuto que acionam o sistema nervoso para produzir as repostas visando à continuidade do movimento e permitir o deslocamento e uma nova conscientização corporal.

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