4 de janeiro de 2012

O Cavalo Idoso


Mais de 70% dos cavalos acima de 20 anos de idade mantêm boas condições físicas, porém requerem tratamento especial tanto nos exercícios quanto na alimentação.
A vida de um cavalo dura cerca de 25 anos. Apesar disso, existem relatos de cavalos que viveram muito além do estimado, como o caso do animal da raça Cleveland, Old Bill, que morreu com 62 anos. Os pôneis, em geral, vivem mais tempo que os cavalos. A expectativa média é de 30 anos.
O melhor momento físico para o cavalo vai até os vinte anos, mas existem animais velhos em melhor forma física que os novos devido ao tratamento dado. Um cavalo idoso não deve trabalhar tão intensamente ou por tanto tempo como fazia na meia-idade, além disso, os intervalos dentro do trabalho devem ser maiores.
Não se deve exigir do cavalo a mesma potencialidade e força de antes. Naturalmente ele se torna mais lento; suas articulações, mais rígidas; e sua elasticidade, menor. Trabalhar todos os dias é essencial para manter a saúde já que os exercícios minimizam esses sintomas. Contudo, é necessário respeitar os limites do animal.
Caso o cavalo não possa mai
s ser montado, levá-lo para uma caminhada puxado pelo cabresto por aproximadamente meia hora o tornará mais saudável.

Um bom professor
Os cavalos velhos são ótimos professores para jovens ginetes. Com experiência e sensibilidade, ensinam com paciência e reagem melhor às situações.

Sabedoria
Esses animais servem de exemplo para cavalos novos. No pasto, são companheiros tranqüilos para cavalos nervosos e, em situações de transporte, transmitem segurança para outros cavalos que estão juntos no caminhão ou no reboque. No entanto, se o cavalo idoso se sentir intimidado por um cavalo mais jovem, ele deve ser imediatamente retirado da presença deste.

O Corpo
• Os dentes começam a cair;
• Os sistemas articular e digestivo começam a
enfraquecer;
• Artrites e reumatismos são freqüentes;
• Ocorre o arqueamento do joelho;
• A pelagem perde a coloração original e vai se
tornando acinzentada;
• Nessa etapa, os cavalos emagrecem, por isso, é
necessária uma alimentação específica.

A Alimentação (por Adriana Busato)
Existem algumas peculiaridades no arraçoamento do cavalo idoso em função de modificações fisiológicas.
Além dos potenciais problemas dentários, esses animais têm a absorção do alimento reduzida em relação aos mais jovens
(apenas 60% do total ingerido é aproveitado). No intestino grosso, ocorre uma redução importante da capacidade de
absorver Fósforo, enquanto no ceco (parte do intestino), há uma diminuição na produção de vitaminas especialmente do
complexo B e C. Por conta disso é preferível arraçoar os cavalos idosos com concentrados mais macios e bem palatáveis.
Rações extrusadas (cadeia de proteínas quebrada) são mais bem aceitas que as peletizadas (cadeia de proteínas inteira)
e devem ser umedecidas para evitar a poeira que pode agravar problemas respiratórios. Uma excelente opção seria a
utilização de aveia brotada ou de mashes. Os volumosos (verde e feno) devem possuir fibra de alta qualidade e os fenos
devem ter mais folhas do que talos. É preferível utilizar fenos de gramíneas (Tifton, Coast Cross) a de leguminosa (Alfafa).
Diretrizes para o cálculo das necessidades nutricionais:
Proteína Bruta: máximo 12% (acima disso pode sobrecarregar o fígado) Energia: Alto nível – mínimo 6% de extrato Etéreo (3400 MCal de Energia Digestível por kg de alimento). Preferencialmente essa energia deve vir da gordura e não de carboidrato, que potencializa miosites e laminites (inflamação das lâminas sensíveis dos cascos).
Fibras: Alta qualidade – 14 a 20% no concentrado
Suplementos: Vitaminas: Complexo B, C e E. (Vitaminas A e D caso não tenha acesso a pasto ou verde fresco)
Minerais: Proporção Cálcio/Fósforo alterada com maior aporte de Fósforo e Zinco no cavalo idoso.
Minerais quelatados: têm melhor absorção
Nutracêuticos: biotina e metionina (para os cascos) e probióticos (melhora digestão e reduz o risco de laminite)

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