17 de janeiro de 2013

Cuidados com os Cavalos: Tétano

Cuide bem do seu amigo!
O tétano é uma toxi-infecção que atinge o homem e animais domésticos, sendo o cavalo o animal mais sensível à doença. 

A transmissão da infecção ocorre geralmente através da contaminação de feridas acidentais ou cirúrgicas, por esterco ou terra. Os potros recém-nascidos estão sujeitos à infecção umbilical. Após contaminar a ferida, se houver condições de anaerobiose, o esporo germina e o bacilo se multiplica liberando toxinas. As feridas perfurantes têm maior facilidade de contaminação e desenvolvimento do agente, por promoverem maior anaerobiose.

A incubação da doença ocorre no período de 7 a 14 dias podendo chegar a 1 mês. O período de incubação e os sinais clínicos são mais severos se a ferida for próxima ao sistema nervoso central.

Os sinais clínicos mais comuns são: mastigação fraca e deglutição lenta e difícil; rigidez muscular; locomoção hesitante (andar envarado, duro, quase sem flexionar as articulações); protrusão da 3ª pálpebra; contração dos músculos da face; protusão da membrana nictitante; orelhas eretas e cruzadas (orelhas em tesoura); pescoço estendido para frente e a cabeça mais ou menos fixa; patas abertas e tesas, lembrando um cavalete (“cavalo de pau”); narinas dilatadas; movimentos cada vez mais lentos até a imobilização total; espasmos generalizados; tremores musculares, quando o animal é excitado; intensa sudorese; respiração dispneica.

Depois dos primeiros sintomas a morte do animal ocorre entre 5 e 15, já nos de evolução mais lenta em 15-20 dias, geralmente o animal se encontra em decúbito lateral e opistótono.
A recuperação total é lenta, levando duas semanas ou mais. O prognóstico é bom, quando o diagnóstico e o início do tratamento forem definidos precocemente.
Como prevenção recomenda-se vacinação anual; utilizar soro antitetânico antes das intervenções cirúrgicas ou depois de ferimentos que possam facilitar a infecção; evitar o contato das feridas profundas com terra ou qualquer sujeira; cuidar da assepsia do instrumento cirúrgico; desinfetar, tão cedo quanto possível, feridas recentes dos equinos; eliminar os objetos pontiagudos que possam causar ferimentos acidentais.

Fontes: Revista Pfizer
Adaptação: Escola do Cavalo
http://www.mercadohorse.com.br

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