11 de abril de 2013

Braile: um jeito diferente de escrever

"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma." (Louis Braille)

Aos três anos, provavelmente ao brincar na oficina do pai, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda. A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total. Ele foi o criador do sistema de leitura para cegos que recebeu seu nome, BRAILLE.

No Braile a leitura do material é feita através do tato. Esse sistema capacita o leitor a distinguir na ponta dos dedos as diferenças de posicionamento entre dois pontos em alto relevo. Tal sistema foi inventado na França, reconhecido no ano de 1825 e, a partir disso, usado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas.


A criança cega não é capaz de se orientar, nem realizar adaptações em seu sistema muscular de acordo com as variações de posição, distância, tamanho e forma. Pela ausência da visão, as combinações autocorretivas de reforço mútuo entre a visão e as respostas motoras ficam muito comprometidas.Devemos lembrar que não existe substituição de um sentido por outro. Nesse caso a equoterapia cumpre o seu papel terapêutico/educativo e de estimulação global do praticante cego, pois como diz Botelho (1999, p. 149):... a cada passo do cavalo o centro de gravidade do praticante é defletido da linha média, estimulando as reações de equilíbrio, que proporcionam a restauração do centro de gravidade dentro da base de sustentação.

Fonte: Equitação Especial e Deficiente Ciente 

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