3 de junho de 2013

Ferraduras: quando trocá-las?

Indícios pelos quais se reconhece que um cavalo necessita de nova ferradura:

a) No pé pousado
- O pé exageradamente comprido em toda sua altura ou somente na pinça, o que é mais comum;
- O eixo que deveria seguir reto da sola até a quartela está quebrado na altura da coroa do casco;
- Os rebites estão desfeitos;
- A parede desce sobre a ferradura, cobrindo-a o que se observa, mais frequentemente, na região do quarto;
- A ferradura torna-se mais curta e mais estreita que o casco, dando a impressão de que o pé escorregou para a frente.


b) No pé levantado

- A ferradura está gasta;
- As cabeças dos cravos estão gastas e enterradas nas craveiras;
- A sola, algumas vezes, apresenta-se cascuda;
- As barras da ranilha estão mais ou menos salientes;
- Os tacões não cobrem mais os talões;
- As lacunas estão se fechando;
- O corpo da ranilha fica volumoso, sua ponta se desvia e seus ramos apresentam fragmentos de córnea que tendem a se destacar.

Ferrageamento dos cavalos de raça

As ferraduras para esses animais devem ser medianamente leves para evitar a fadiga dos tendões. As anteriores, com guarda-casco na pinça e abóbada truncada devem ter os tacões arredondados e bizelados para evitar que o animal se alcance e se desferre. As posteriores devem ter a pinça truncada e um guarda-casco em cada ombro.

Para dar maior firmeza ao apoio nas paradas bruscas e voltas rápidas, o tacão externo deve ter um pequeno rompão e o interno um espessamento (tacão inglês), com a finalidade de manter o casco nivelado. Como precaução contra as asperezas de um terreno pedregoso, torna-se necessário o uso de placas de couro ou borracha firme, com acolchoamento de estopa alcatroada, para evitar as lesões da sola.

Muitas vezes, para proteger melhor os talões, as placas de couro são deixadas mais largas que a ferradura, a fim de protegê-los com porção que sobra, a qual é presa à quartela por uma correia forte.

Ferrageamento dos cavalos de provas

As ferraduras dos cavalos de provas devem ser relativamente sólidas, leves e dar a maior fixidez possível ao apoio. As ferraduras, de modo geral, devem ser relativamente sólidas e leves, e dar a maior fixidez possível ao apoio. A ferradura anterior, com guarda-casco na pinça, deve ter os tacões arredondados e bizelados. Às vezes, em certos cavalos que se alcançam com facilidade, torna-se necessário embuti-los nos talões. Com a mesma finalidade e para evitar os escorregões para trás, a ferradura posterior deve ter a pinça truncada e um guarda-casco em cada ombro.

O truncamento da pinça não deve ser exagerado para não prejudicar o papel impulsivo dos membros posteriores. Para dar maior fixidez ao apoio e evitar que o animal escorregue nas voltas rápidas para tomar de frente o obstáculo, a ferradura posterior deve ter rompão externo e tacão inglês interno.

Muitas vezes, usa-se apenas o rompão externo, desde que seja móvel e seja colocado ao se iniciar a prova. Sendo a pista geralmente macia, não há prejuízo para o nivelamento do casco, pois o rompão se enterra no solo e não impede o apoio total da ferradura.

Alguns tipos de ferraduras

Ferrageamento dos cavalos de corrida: Caracteriza-se pelo emprego de ferraduras leves, pouco cobertas e pouco espessas e que reproduzem fielmente o contorno do pé.

a) Ferradura do potro PSI É uma ferradura muito leve e fina, que protege apenas a pinça, ombros e quartos. Em se tratando de um animal em crescimento, para não prejudicar a expansão do pé e os aprumos, ela permite o apoio normal das partes posteriores do órgão;

b) Ferradura de treinamento ou ferradura de meia corrida – É uma ferradura destinada ao trabalho de preparação. É mais larga e mais grossa que a ferradura de corrida e o peso varia entre 150 e 200 gramas. A ferradura anterior apresenta guarda casco, na pinça, e o posterior um guarda-casco em cada ombro. Dura, em média, três a quatro semanas;

c) Ferradura inglesa de corrida
- Ferradura anterior: possui espessura mais ou menos uniforme, em todas as suas regiões, com tacões arredondados e bizelados de cima para baixo. A face superior apresenta a justura inglesa até 2,0 cm dos tacões que são planos. A face inferior é plana e cavada de uma profunda ranhura feita com uma talhadeira especial (inglesa), a qual apresenta a face esquerda vertical e a direita bizelada e arredondada, tendo a ranhura a mesma disposição. Deve ser mais para a beirada no ramo interno e mais central na pinça e no ramo externo, e deve apresentar no fundo as craveiras, dispostas como na ferradura ordinária. As contra-craveiras devem ser furadas na parte plana da face superior, que corresponde ao assento da justura. Apresenta guarda casco na pinça.

- Ferradura posterior: É um pouco mais espessa e coberta na pinça. O ramo externo é também um pouco mais coberto que o interno e apresenta um pequeno rompão de altura igual à espessura da pinça. O ramo interno, menos coberto, apresenta um pequeno rompão de altura igual à espessura da pinça. O ramo interno, menos coberto, apresenta na extremidade um espessamento progressivo para se igualar à altura do rompão externo. A face superior é plana e sem justura, e a face inferior apresenta uma profunda ranhura. A pinça pode apresentar guarda-casco ou então pode ser truncada com um guarda-casco em cada ombro.

Para ser ferrado, o cavalo deve ser contido. No entanto, o ferrador nunca deverá usar de violência para isso.

d) Ferradura americana de corrida – Estas ferraduras são feitas de ferro ou de aço especial, as quais, na maioria das vezes, já apresentam a ranhura. É uma ferradura fina e leve, cujo peso varia entre 50 e 100 gramas. Tem a forma exata do pé, a face superior plana; a inferior, com ranhura e não possui guarda-casco. As craveiras, em número de 6 a 8, são bem espaçadas umas das outras, de modo que as duas últimas ficam bem próximas dos tacões, disposição que dá maior resistência à ferradura.

e) Ferradura de alumínio – Tem a grande vantagem de ser extraordinariamente leve. É uma
ferradura sólida e resistente e seu peso varia entre 30 a 50 gramas.

Fonte: CPT – Centro de Produções Técnicas - www.cpt.com.br.

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