27 de janeiro de 2014

Natação e síndrome de Down

Campeonatos oficiais e competições amadoras têm mostrado que as pessoas com síndrome de Down podem obter muito sucesso na natação. A prática deste esporte desde a infância traz benefícios como o fortalecimento muscular e a coordenação motora. Com o apoio da família e de profissionais especializados, é possível obter uma melhor qualidade de vida e se profissionalizar.

As pessoas com síndrome de Down nascem com algumas características específicas, como a hipotonia (baixa tonicidade muscular). A natação é uma ótima atividade de recreação que desenvolve a coordenação, o trabalho muscular e possibilita amplitude de movimentação das articulações de todo o corpo. Além disso, nadar também fortalece a musculatura cardíaca e o sistema locomotor. A respiração exigida durante a prática do esporte auxilia também no combate às doenças do sistema respiratório, do coração e do sistema circulatório.

A natação é um dos esportes que com mais benefícios para a área do desenvolvimento corporal e pode ser praticada desde os primeiros meses de vida. ”Nessa primeira fase da vida, fazemos um trabalho de adaptação ao meio aquático. A criança aprende a boiar, mergulhar, pegar coisas no fundo da psicina. Depois, aos poucos vai aprendendo a técnica do esporte. As crianças com síndrome de Down já são capazes de nadar toda a piscina por torno dos oito anos”, esclarece Roberto Di Cunto, professor de educação física e técnico de natação para pessoas com síndrome de Down da Associação Paradesportiva JR de São Paulo.  Roberto salienta que as pessoas que nasceram com a síndrome precisam passar por avaliação médica para detectar se existe instabilidade atlanto-axial (o problema ortopédico mais conhecido em crianças com síndrome de Down é a instabilidade atlanto-axial, que significa um movimento maior do que o usual entre a primeira e a segunda vértebra do pescoço. Estima-se que 15% das crianças com síndrome de Down apresentem essa condição) antes de iniciar o esporte.
A atividade também é indicada por causa do trabalho com a psicomotricidade. Como seres humanos, nos desenvolvemos no meio terrestre, por isso, nosso corpo sofre adaptações quando é exposto ao meio aquático. Estimular este processo de reorganização corporal é especialmente importante para a integração sensorial das pessoas que nasceram com a síndrome.

O cérebro humano recebe informação sensorial 24h por dia. Quando estas informações fluem de forma organizada e integrada, acontecem as percepções, os comportamentos e a aprendizagem. A integração sensorial é a organização desse fluxo de informações, o desenvolvimento da capacidade de sentir, compreender e organizar as sensações do corpo ou do ambiente.





Fonte: Movimento Down

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