6 de janeiro de 2016

Por que ficar em pé?



Através do ortostatismo o corpo é ajustado biomecanicamente, a postura favorece alongamento e fortalecimento de grupos musculares e evita encurtamentos e deformidades, o tônus muscular é ajustado e a criança é capaz de realizar tarefas funcionais, mesmo que com auxílio do terapeuta, a partir daí surge interação com o meio, a criança exercita o sistema sensório-motor, vestibular, proprioceptivo, visual, tátil e a partir daí estabelece contato com o meio e indivíduos, podendo ainda exercer a atividade mais prazerosa dentro do contexto infantil que é o ato de brincar.
O ortostatismo é capaz de promover à criança com disfunção neuromotora bem-estar emocional, pois ela estará em situação de igualdade com outros indivíduos, olhando horizontalmente para um mundo novo, e a partir daí sua auto-estima é trabalhada tanto quanto os pontos motores e cognitivos. Através de uma convivência harmoniosa com o meio, o bem estar físico, psíquico e social da criança é favorecido, assim, os conflitos desaparecem e ela passa a ser estimulada psicologicamente de maneira positiva, utilizando atividades funcionais para cada estágio de crescimento da criança, potencializando aquisições e aprendizados através do brincar.
Uma lesão no sistema nervoso central interfere nos estágios de maturação cerebral, devido a isso o individuo com disfunção neuromotora não realiza as integrações capazes de facilitar os movimentos, devido a regulação tônica anormal. A criança com seqüela motora grave permanece nos estágios mais baixos de desenvolvimento, podendo adquirir uma deficiência mental secundária devido a falta de experimentações motoras. Desta forma, faz-se necessário, levá-la para a postura mais alta de sua idade até chegar a postura de pé, a fim de tentarmos minimizar este processo de regressão intelectual.
Devemos considerar que a deficiência não torna a criança um ser com possibilidades a menos, o mesmo indivíduo deve ser estimulado a encontrar outras formas de desenvolvimento com base no seu potencial de funcionamento, sendo que o desenvolvimento motor e conseqüentemente o cognitivo melhoram com a aquisição da independência da criança durante suas atividades no contexto social.
(por Dra. Melissa Szadkoski)


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