12 de janeiro de 2016

Cavalos: Nem todo o pasto é benéfico

As plantas tóxicas da pastagem

Para o cavalo é sempre mais natural e confortável passar o tempo no pasto do que no estábulo. Contudo, estes terrenos encerram grandes perigos para estes animais, sobretudo relacionados com plantas tóxicas.

Apesar de ser um animal forte e robusto, o cavalo é tão sensível a algumas toxinas como um pequeno gato que se deixa seduzir pela planta venenosa que o dono tinha em casa. Os casos mais graves podem acabar em morte, os menos graves podem ser eliminados com a remoção das plantas do terreno de pasto.

A ingestão de plantas tóxicas deve ser evitada não só através de uma inspeção rigorosa do terreno, como também através da própria alimentação que o dono fornece ao cavalo: um animal nutrido não recorre tanto às ervas que encontra pelo caminho. Reforce também a alimentação do cavalo nas épocas em que o pasto está mais pobre.
 

A inspeção dos terrenos deve ser feita identificando as plantas perigosas, removendo-as e queimando-as. Não se deve deixar as plantas removidas no terreno, uma vez que as plantas colhidas por vezes são mais apelativas para os cavalos do que as que estão plantadas. Caso se trate de uma árvore cujas folhas sejam tóxicos para o cavalo, deverá cercar-se a árvore com uma vedação que não permita ao cavalo aproximar-se da mesma.

Os cavalos precisam de várias sombras e muita água, por isso se cercar algumas árvores plante outras que ofereçam sombras amplas, mesmo no pico do dia. Plante também bastante relva, já que esta é muito nutritiva e nada tóxica para os cavalos. Se usar pesticidas, não deixe os animais frequentar essa pastagem, pelo menos durante algumas semanas e só depois de fortes chuvadas, para que o terreno fique “lavado”.
 

Existem plantas com diferentes graus de toxicidade para os cavalos. As de alto risco são:
 
Família das taxáceas (taxaceae), da qual faz parte o Teixo - Extremamente tóxicos, os teixos afetam o coração e o sistema respiratório dos cavalos. Meio-quilo destas plantas pode levar à morte de um cavalo. Para além disso não há forma de tratamento;
 
Cicuta – As partes tóxicas da planta são o caule, a folha, os frutos não maduros e as raízes. Afecta o sistema nervoso e manifesta-se geralmente na hora seguinte à ingestão. A pronta ajuda pode salvar o cavalo, mas dificilmente poderá livrá-lo de danos irrecuperáveis. A ingestão de 0,5 Kgs desta planta pode ser fatal para um cavalo.
 
Centaurea solstitialis – Esta planta só é tóxica para o cavalo se ingerida em grandes quantidades, geralmente metade do peso do animal, durante mais de um mês. Os cavalos só a costumam ingerir quando vem misturada no feno. A Centaurea solstitialis actua sobre o sistema nervoso, inibindo os nervos faciais, impedindo o cavalo de comer. Os danos são permanentes e, na maioria dos casos, os cavalos que não conseguem comer são eutanasiados.
 
Oleandro (Nerium oleander), também conhecido como loandro-da-índia, loureiro-rosa, espirradeira, cevadilha ou flor-de-são-josé – É muito comum em Portugal e é altamente tóxica para os cavalos. Pode causar a paragens cardíacas. Caso a ação do veterinário seja imediata, é possível salvar o cavalo.
 
Acer rubrum, Bordo Vermelho. Árvore de tamanho médio cujas folhas são tóxicas, sobretudo as murchas. Entre meio a um quilograma de folhas pode ser fatal para o cavalo. A toxina presente nestas plantas impede que o sangue transporte oxigénio, fazendo com que os órgãos comecem a falhar. A recuperação de um cavalo é difícil, podendo mesmo ser necessárias transfusões de sangue.
 
Sogro, Sorghum vulgare var. sudanense – Esta espécie de gramínea é uma planta que contém um composto de cianeto. É especialmente perigosa para fêmeas em gestação.
 
Plantas dos géneros Oxytropis e Astragalus, pertencentes à família Fabaceae. São cerca de trezentas espécies, geralmente brancas ou roxas que crescem em troncos sem folhas. Esta planta provoca comportamentos estranhos nos cavalos. Em inglês estas espécies são também conhecidas como a Erva da Loucura (Crazy Weed). Um estado avançado de envenenamento é irreversível, mas se for impedido o acesso atempado do cavalo à planta, o animal pode recuperar.
 
Malmequer-amarelo (Senecio brasiliensis) – Estas flores são um problema para o fígado dos cavalos. Por vezes os sinais de envenenamento não são evidentes e só surgem quando já é tarde demais.
 
Fetos, Pteridium aquilinum – Os cavalos não costumam recorrer naturalmente a esta planta, excepto há quando escassez de erva ou feno. Muitas vezes, esta planta vem misturada no feno, por isso é preciso atenção redobrada.
 

Outras plantas perigosas:


·                     Loureiro (Laurus nobilis);
·                     Dedaleira (Digitalis purpurea L.);
·                     Alfena
·                     Erva-de-santiago;
·                     Abacateiro (Persea americana);
·                     Azáleas (Rhododendron);
·                     Nogueira-preta (Juglans nigra);
·                     Carvalhos, Quercus;
·                     Ricinus (Ricinus communis);
·                     Trifolium hybridum;
·                     Kalmia polifolia;
·                     Plantas do género Amsinckia;
·                     Plantas do género Equisetum;
·                     Thlaspi arvense;
·                     Hypericum perforatum;
·                     Plantas do género Heliotropum;
·                     Berteroa incana;
·                     Cynoglossum amabile;
·                     Haplopappus heterophyllus;
·                     Kalmia augustifolia;
·                     Plantas do género Delphinium;
·                     Plantas do género Robinia;
·                     Kalmia latifolia;
·                     Echium plantagineum;
·                     Echium vulgare;
·                     Barbarea orthoceras;
·                     Barbarea vulgaris;
·                     Centaurea repens;
·                     Erysimum cheiranthoides;
·                     Eupatorium rugosum;
·                     Plantas do tabaco, Nicotiana.  

Fonte: http://www.vivapets.com/

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